domingo, 9 de dezembro de 2012

Equilíbrio isostático e Teoria da Isostasia


equilíbrio isostático

               É o equilíbrio de colunas continentais que não experimentam movimentos verticais, devido à igualdade dapressão em relação à superfície de compensação. Este equilíbrio atinge-se poucas vezes devido àdinâmica da Terra em que a massa da coluna litosférica é alterada pela adição ou remoção da matéria,pelo que se verificam movimentos verticais de reajustamento.

Teoria da Isostasia

            Se pegarmos num barco de madeira e colocá-lo dentro da água, podemos ver marca da linha de água que ficará no casco. Vamos dizer que ela está a X cm de altura. Após isso, colocamos uns pesos dentro, retornamos a colocar o barco dentro da água e notamos que agora a linha de água ficou na altura de 2X. Isso foi devido ao aumento no peso do corpo (barco+peso) que causou uma maior resposta do fluido.

              É assim que qualquer forma de relevo é compensada, proporcionalmente, por uma raiz litosférica que se afunda na astenosfera, semelhante ao barco. As porções de relevo mais altas, como as montanhas, se equilibram mantendo raízes mais profundas na astenosfera. A partir daí, de acordo com o soerguimento/erosão da montanha, por exemplo, será dada a resposta da isostasia, resultando em movimentos verticais e horizontais da litosfera. O degelo também pode ser um dos processos modificadores. Portanto, entende-se que a teoria da isostasia interpreta as compensações em profundidade que ocorrem devido a alteração de relevos superficiais em função do peso.








Arthur Holmes (1931) - Modelo da Convecção


               Holmes defendeu que as quantidades de calor existentes no interior da Terra seriam suficientes para criar no manto correntes de convecção térmica, ou seja, a transferência de energia calorífica através de um fluido, as quais poderiam ser as grandes responsáveis pela rutura, separação e posteriores deslocamentos laterais dos continentes.
           O fluxo térmico ao longo das dorsais oceânicas excede 8 a 10 vezes o valor médio da totalidade dos oceanos. Em média, nas fossas o fluxo térmico é muito inferior àqueles valores. As zonas de dorsais correspondem a locais de ascensão das correntes de convecção e as fossas a locais de descida daquelas correntes.

Teoria da tectónica de placas


Na teoria da tectónica de placas a parte mais exterior da Terra está composta de duas camadas: a litosfera, que inclui a crosta e a zona solidificada na parte mais externa do manto, e a astenosfera, que inclui a parte mais interior e viscosa do manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se como um líquido superaquecido, mas em resposta a forças repentinas, como os terramotos, comporta-se como um sólido rígido.
A litosfera encontra-se fragmentada em várias placas tectónicas e estas deslocam-se sobre a astenosfera.
Esta teoria surgiu a partir da observação de dois fenómenos geológicos distintos: a deriva continental, identificada no início do século XX por Alfred Wegener, e a expansão dos fundos oceânicos, detectada pela primeira vez na década de 1960. 

Criticas á Teoria da deriva dos Continentes





Por fim, esta causou muitos entraves no resto dos cientistas, e por isso, fora logo contestada, e duramente criticada, como temos exemplos de:
-Os argumentos não eram suficientemente convincentes, nem suportados por dados físicos e cálculos matemáticos da época;
-Não apresentava um mecanismo para a deriva dos continentes e esta era considerada impossível, pois implicava a existência de forças muito intensas que eram desconhecidas na época;
-O facto de o seu trabalho ter sido escrito em alemão atrasou a análise dos seus argumentos;
-O facto de Wegener ser alemão dificultou a aceitação da sua teoria, pois na época existia um sentimento anti germânico, gerado após o fim da 1ª Guerra Mundial.

Argumentos a favor da Teoria de Wegener

Então, Wegener estudou, e apresentou alguns argumentos para comprovar a sua teoria, tais como:
-Argumentos morfológicos - os continentes encaixam entre si como peças num puzzle, sendo mais evidente entre as costas atlânticas de África e América do Sul.
-Argumentos paleoclimáticos - o estudo dos climas antigos trouxe algumas surpresas. Sedimentos glaciares que só se formam a altas latitudes e baixas temperaturas, foram encontrados em zonas como África, América da Sul, Índia e Austrália. Isto indica que estes continentes já estiveram próximos do pólo Sul e que entretanto se afastaram mantendo os registos nas rochas.















- Argumentos paleontológicos - fósseis da mesma espécie foram encontrados em locais que distam milhares de quilómetros e que estão actualmente separados por oceanos. É pouco provável que estes seres vivos pudessem ter percorrido estas grandes distâncias que actualmente estão separadas por oceanos.




-Argumentos Geodésicos - Wegener afirmou que medindo a transmissão de ondas de rádio era possível concluir que a Gronelândia se tinha afastado 180 metros do continente Europeu. Este argumento não foi suficiente forte para defender esta teoria, tendo-se verificado que os cálculos não estavam correctos.


-Argumentos Geológicos - O encaixe das linhas de costa do continente Sul-Americano com o continente Africano é perfeito. A nível litológico as rochas presentes nas zonas de costa desses continentes são da mesma constituição ou da mesma origem e a nível orogénico existe uma continuidade nas cadeias montanhosas (que se pode verificar na costa Este dos continentes norte-americano e europeu.  Ou seja estes continentes tiveram obrigatoriamente que estar juntos que tal tenha sucedido.

Teoria da deriva continental



                                 


Antes desta teoria aparecer a dinâmica da terra era explicada por contraccionistas e imobilistas, (o arrefecimento da Terra sofreu um processo de contracção e enrugamento. Os continentes e oceanos permaneciam sempre na mesma posição.).
No entanto, em meados do século XX esta explicação caiu por “terra”, entrando em desacordo pois revelaram-se os seguintes dados:
- Descoberta da radioactividade, que permitiu conhecer a idade da Terra.
- Identificação de semelhanças entre as linhas de costa do Atlântico Sul e a continuidade das cinturas orogénica da Eurásia.

Nisto nasce a Teoria Da Deriva Continental, levada a cabo por Alfred Wegener.
Esta baseava-se:
- Que outrora os continentes estiveram unidos num único continente PANGEA, e por um só oceano a PANTALASSA.
- Na defesa do mobilismo dos continentes.
-E os movimentos dos blocos continentais só eram possíveis pois os continentes são menos densos do que os materiais que compõe a crusta oceânica.

Permanentismo e contraccionismo

Permanentismo é uma corrente do pensamento geológico que não admite a mobilidade dos continentes após a formação da Terra, ao contrário do Catastrofismo que admite esse movimento partindo os continentes todos juntos e que por ação de catástrofes naturais separaram os continentes deixando-os como estão hoje.
Contracionistas
Segundos os defensores do contracionismo, no início, a Terra era constituída por material fundido que arrefecendo provocou a contracção do planeta com formação de fracturas e dobramentos.